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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

O USO DE INIBIDOR DA GLICOPROTEÍNA IIB/IIIA PODE REDUZIR A OCORRÊNCIA DO FENÔMENO DE NÃO-REPERFUSÃO NO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO TRATADO COM INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA PRIMÁRIA.

Igor Matos Lago, Gustavo Caires Novaes, Rafael Brólio Pavão, André Vannuchi Badran, Ricardo Barbosa, Geraldo Luiz De Figueiredo, Moysés Oliveira Lima Filho, Jorge Luis Haddad, José Antônio Marin-Neto
HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE RIBEIRÃO PRETO - - - BRASIL

 

 

 

Introdução:O Fenômeno de Não Reperfusão(FNR)-incapacidade de reperfundir o miocárdio após o restabelecimento da patência da artéria ocluída ocorre não raramente nos pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST(IAMST) tratados com Intervenção Coronária Percutânea Primária(ICPP). Benefício dos Inibidores da Glicoproteína IIb/IIIa(IGP) tem sido sugerido, mas persistem dúvidas quanto à sua real eficácia.

Métodos:Estudo multicêntrico duplo-cego e randomizado avaliou o IGP tirofiban na ICPP e a ocorrência do FNR empregando métodos angiográficos e eletrocardiográfico: fluxos coronários epicárdico pelo escore Thrombolysis in Myocardial Infarction, e miocárdico pelo escore Myocardial Blush Grade e a Resolução do Supradesnivelamento do Segmento ST(RST)≥70% aos 90min e às 24h em 58 pacientes com IAMST submetidos à ICPP(24 pacientes do grupo tirofiban e 34 pacientes do grupo placebo).

Resultados:Características antropométricas; fatores de risco para doença arterial coronária; uso prévio de fármacos; apresentação clínica(dor e classificação Killip); características do procedimento diagnóstico e terapêutico foram semelhantes em ambos grupos, exceto  insuficiência coronária prévia em 3 pacientes no grupo tirofiban(p=0.06) e a pressão de liberação máxima ≤12 atm mais presente nesse grupo(p=0.03) e o déficit sistólico moderado à ventriculografia(p=0.03) e a estratégia de pós-dilatação mais presentes no grupo placebo(p=0.06). As análises angiográficas epicárdica demonstrou incidência do FNR de 25% no grupo tirofiban e 38,3% no grupo placebo(p=0.40) e miocárdica demonstrou incidência do FNRde 0% no grupo tirofiban e 11,7% no grupo placebo(p=0.13). Análises eletrocardiográficas aos 90min e 24h com a RST≥70% demonstraram ocorrência do FNR de 41,6% -grupo tirofiban e 55,8% - grupo placebo(p=0.42) e de 29% - grupo tirofiban e 55,9% - grupo placebo(p=0.06), respectivamente. Análise eletrocardiográfica alternativa considerando a RST≥30% aos 90min e 24h, a ocorrência de FNR foi de 0% - grupo tirofiban e 26,5% - grupo placebo(p=0.01); e de 4,2% - grupo tirofiban e 23,5% - grupo placebo(p=0.06), respectivamente.

Conclusões:Estudo piloto, com resultados evidenciando nítida tendência a redução da incidência do FNR com uso sistemático do tirofiban na ICPP e indicando a necessidade de implementação de estudo mais abrangente para investigar o papel dos IGP na abordagem deste fenômeno que tem relevante impacto sobre a função ventricular e sobrevivência destes pacientes.

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